Colégio "Glaucia Costa" - 26 anos batendo forte no coração da cidade
 
 
 
  


Rio, samba e cia.

Seção completamente lotada, público ansioso e atento. Era assim o clima para ver o badaladíssimo “Rio”, ainda em cartaz na cidade, e não demorou muito para se perceber porque o filme arrebata o público. Na verdade em 3d ou não, a animação é uma emocionante aventura de uma arara-azul que luta pela própria sobrevivência e assim, pela continuidade de sua espécie. Diversão garantida para toda a família.


Assim, “Rio” é uma daquelas animações irretocáveis, de tirar o fôlego de tão divertida; seu ritmo é intenso e sua capacidade de surpreender impressiona o público. Assim, o diretor brasileiro Carlos Saldanha elaborou um filme cheio de graça e original; ele que já foi codiretor de “A Era do Gelo” e diretor titular de “A Era do Gelo 2 e 3”, produziu uma ousada animação, e o que é melhor, a partir de elementos bem brasileiros com muita cor, música e movimento.


A frente da Blue Sky, uma produtora modesta se comparada às grandes concorrentes; Disney, Pixar ou Dream Works, o diretor mostra que com “Rio”, daqui para frente tudo pode ser diferente, pois o filme se tornou recordista nas bilheterias desde sua estréia, provando que embora com um orçamento menor para os padrões de Hollywood, é possível produzir um filme de grande qualidade e competitividade, o que demonstra talento e competência do brasileiro na área da animação.


“Rio” é aquele filme que prende o espectador por sua grande vibração; é a paisagem do Rio de Janeiro na telona, mas claro tudo construído em computadores. Porém, tudo está lá; o samba, o futebol, o morro, o carnaval, a favela, a floresta, a fauna, enfim é o Rio dos turistas, mas dos cariocas também, uma deliciosa e imperdível aventura nas ruas e vielas da Cidade Maravilhosa. A ararinha-azul Blu conquista o espectador com sua história, e ao mesmo tempo em que diverte, também emociona, é um filme sem apelos ou mensagens complicadas e durante boa parte dele, Blu fica acorrentado a Jade, a parceira com a qual deve multiplicar sua espécie, e juntos protagonizam fabulosas sequências de ação.


Mas acorrentado mesmo, fica o espectador ao filme e sua magia; é tão encantador que o público não resiste e aplaude. Então caro leitor, não deixe de ver e se emocionar, pois nos últimos tempos o repertório de acontecimentos do mundo real tem sido tão avassalador, que um pouco de ficção em ritmo de samba cai muito bem, afinal de contas “... Quem não gosta de samba / Bom sujeito não é / É ruim da cabeça / Ou doente do pé...”


Artigo publicado no Jornal Meio Norte
19 de maio de 2011 / Teresina – PI
ANGELY COSTA CRUZ Bacharel em Biblioteconomia – UESPI / PI
Especialista em Leitura e Produção Textual – IFET/ PI
Coordenadora do Colégio Gláucia Costa
Bibliotecária do Centro de Estudos Superiores de Timon/ MA
Universidade Estadual do Maranhão – CESTI-UEMA