Colégio "Glaucia Costa" - 26 anos batendo forte no coração da cidade
 
 
 
  


No compasso da Música

A aprovação da Lei nº 11.789/2008, que torna obrigatório o ensino de Música no currículo escolar nacional, sugeriu naquele momento alguns questionamentos: Como de que forma a escola e os educadores iriam se adaptar a essa nova realidade? E como as instituições poderiam dispor de profissionais da área, com perfil adequado a uma sala de aula? De modo geral, essas dificuldades permanecem, pois são muitas as escolas que ainda não encontraram solução para enfrentar o novo problema e muitos educadores continuam sem saber como agir, porque na verdade, é necessário oferecer condições para o funcionamento dessa prática em escolas públicas e particulares.


Entretanto, ainda que o segmento educacional não tenha sido plenamente ouvido sobre a questão, é preciso reconhecer que a lei vem resgatar a educação musical no país e preencher uma lacuna no ensino brasileiro, pois a música já ocupou significativo espaço no currículo escolar em outras décadas. Ocorre que, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases), de 1971 criou condições para que a disciplina fosse retirada do currículo e foi exatamente o que aconteceu.


Com o passar do tempo as escolas aboliram a música de sua grade curricular, havendo uma ruptura no desenvolvimento da área na escola.


A partir daí, então, surgiram diversos projetos ou experiências musicais independentes que se espalharam por todo o país e todo esse movimento alternativo fez com que músicos, técnicos e educadores musicais passassem a reivindicar uma lei específica que garantisse a volta da música ao currículo escolar brasileiro. Portanto, a música retornou com força à escola e a proposta não é somente formar músicos, é também levar informações sobre a história e a linguagem musical, despertando no educando a vontade de aprender, estimulando a disciplina, a concentração, o desenvolvimento da memória e a capacidade de improvisação. E tudo com muito prazer.


Por isso, é tão importante a presença da disciplina no currículo e escolas públicas e particulares terão que se adaptar para educar musicalmente o aluno, que atualmente absorve de forma acrítica o excesso de mau gosto lançado diariamente pela mídia. É imprescindível, portanto, que a escola (mais uma vez), tome para si a tarefa de levar esse conhecimento à sala de aula e assim contribuir tanto para o crescimento intelectual e o enriquecimento cultural do educando, quanto para o fortalecimento da música e da cultura nacional.


Desse modo, redescobrindo a sensibilidade musical a escola restabelece a educação musical no país, o educando agrega um novo conhecimento á sua formação, ampliando seu repertório e por outro lado a música brasileira, a boa música de reconhecida qualidade será redescoberta sob um novo olhar (e ouvidos) das próximas gerações.


Porém, o que se espera, é que a escola possa recuperar a importância histórica da Música no currículo e adquira as condições necessárias de implantar seu ensino na prática.


Artigo publicado no Jornal Meio Norte
11 de abril de 2011 / Teresina – PI
ANGELY COSTA CRUZ Bacharel em Biblioteconomia – UESPI / PI
Especialista em Leitura e Produção Textual – IFET/ PI
Coordenadora do Colégio Gláucia Costa
Bibliotecária do Centro de Estudos Superiores de Timon/ MA
Universidade Estadual do Maranhão – CESTI-UEMA