Colégio "Glaucia Costa" - 26 anos batendo forte no coração da cidade
 
 
 
  


O Super-Obama

Com um sorriso franco e sedutor, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos vem confirmando até as mais pessimistas expectativas sobre seu governo. Considerado como o líder político mais popular das Américas, segundo uma recente pesquisa, o atual presidente norte americano nem de longe lembra a cara sisuda e o olhar superior de seu antecessor, George Bush, no comando de uma super potência em crise. O mundo agradece, pois há muito merecia essa mudança.


E impressiona a postura adotada por Barack Obama ao conduzir os desdobramentos da crise econômica mundial em seu país. Ao tomar medidas de forte impacto sobre o setor econômico e reservar altos investimentos para infra-estrutura, saúde, habitação, mostra determinação para enfrentar o inimigo a partir da reconstrução social.


Portanto, a crise pode até demorar a ser vencida e ainda causar muitos estragos a economia, mas não será por falta de ações pontuais do governo, pois Obama parece firme e decidido em cumprir seus propósitos.


Além disso, com Obama, um novo caminho de diálogo se abre na América, como já se anunciava antes de sua posse e até a ilha de Fidel poderá restabelecer o entendimento com o governo americano. A primeira medida que sinaliza para essa mudança é a permissão dos Estados Unidos aos cubanos lá residentes de voltar a ilha e levar os produtos que desejarem; pode parecer pouco, na verdade as medidas foram consideradas ainda tímidas por analistas, mas em se tratando de Cuba, que sofre com um longo embargo comercial, já representa um grande avanço para a retomada da diplomacia perdida entre os dois países. O embargo comercial imposto pelos Estados Unidos à ilha de Fidel Castro transformou Cuba num velho museu. Além disso, lá não se tem direito a muita coisa, inclusive a imprensa. Na ilha circula apenas um jornal, o do governo. Desse modo, esse parece ser o melhor momento para a democracia bater às portas de Cuba e encerrar uma longa história de autoritarismo.


Mas, é claro que isso tudo não acontecerá do dia para noite, afinal há muitos obstáculos a serem superados, porém não é impossível mudar os rumos da História. E isso ainda não é tudo, Barack Obama começa a olhar a América Latina e seus líderes com outros olhos e com o respeito necessário para que ações diplomáticas, parcerias econômicas, assim como o debate sobre novos combustíveis, possa avançar concretamente; acredita-se que o diálogo com essa região seja mais transparente.


E Obama parece ser o líder certo na hora certa, não somente por sua postura elegante, mas principalmente por sua firmeza em tomar decisões políticas que reorientam o panorama econômico mundial. Não é por acaso que ele já até virou super-heroi dos quadrinhos nos Estados Unidos. É isso mesmo, Barack Obama ilustrará uma nova série de HQs, que como o Super-Homem também terá a missão de salvar o mundo, mas de um único vilão (ou vilã), a crise econômica.


Por isso, apesar de ter feito rasgados elogios ao presidente Lula em recente reunião do G20, em Londres, ressaltando com simpatia o carisma do líder brasileiro, é o próprio Obama que se enquadra naquela definição. Ele é o cara. Ele, sim, é o cara. A nova cara dos Estados Unidos, a cara nova que todos esperavam com um sorriso largo e intenso. É ele que alimenta o sonho e a esperança de um mundo diferente. É ele o Super- Obama.


Artigo publicado no Jornal Meio Norte
23 de abril de 2009 / Teresina – PI
ANGELY COSTA CRUZ Bacharel em Biblioteconomia – UESPI / PII
Especialista em Leitura e Produção Textual – CEFET/ PI
Coordenadora do Colégio "Gláucia Costa