Colégio "Glaucia Costa" - 26 anos batendo forte no coração da cidade
 
 
 
  


Paz e amor na escola

A decisão de uma juíza em manter uma estudante num centro para menores infratores na cidade de Visconde do Rio Branco em Minas Gerais, por agressão a uma colega, motivada por futilidade, expõe um grave problema vivido na escola: agressões por motivos banais se proliferam no espaço escolar de forma injustificável e transformam templos de educação em pequenos campos de batalha, algo já bem conhecido por todos, e que ganhou o destaque do programa dominical “Fantástico”, na última semana.


Infelizmente, esta é uma realidade. E deve ser enfrentada. A escola mais do que nunca precisa reafirmar-se como um espaço de educação, de construção de mentalidades, de convívio amistoso, e para disseminação da cultura de paz. Não se justifica que, jovens estudantes usem de agressão contra colegas ou professores constantemente e deturpem o real significado de sua presença na escola. E de que modo é possível mudar essa situação?


Está nas mãos da escola, é verdade, o papel de reorientar e reeducar os jovens estudantes para a retomada de valores, do respeito e principalmente do amor ao próximo. É na escola que os indivíduos desenvolvem sua sociabilidade, então nada mais justo que a convivência harmoniosa seja uma regra e que o diálogo se antecipe a qualquer atitude agressiva. Mas, se nada disso causar efeito, a escola precisa usar de sua autonomia e adotar medidas punitivas, para evitar que siga na contramão de seu objetivo e permita a deseducação dos indivíduos.


Entretanto, caro leitor, é necessário dizer também que, embora tal problema ocorra no cenário escolar, não é lá que ele começa. Na verdade, a educação dos pequenos e jovens estudantes se inicia na família, o primeiro núcleo social dos cidadãos; é lá que, naturalmente, os indivíduos devem receber as primeiras lições de convívio social e cidadania. Regras, respeito, solidariedade, amor ao próximo, valorização da vida, justiça, honestidade, paz, humildade, conviver com as diferenças, gentileza, colaborar com atitudes positivas na escola, enfim. Educar com valores e ética são meio caminho andado, para que todos cheguem à escola com um caráter bem formado, pois a boa educação é necessária para se combater a falta de limites, hoje tão comum entre os jovens.


Assim, a decisão da juíza em manter a estudante num centro para menores infratores, como punição a sua atitude agressiva, pode até parecer drástica, mas foi realmente necessária. Afinal, bons modos fazem a diferença e colaboram para uma convivência social saudável. Pais, família, alunos, professores, a escola e a sociedade de modo geral, devem ficar atentos. Somente através da refirmação de valores, nos diversos espaços de educação, é que se resgatará o equilíbrio do convívio social. Paz e amor na escola.


LILI CAVALCANTI
(PSEUDÔNIMO DE ANGELY COSTA CRUZ – ESCRITORA – PROFESSORA E BIBLIOTECÁRIA DO COLÉGIO “GLÁUCIA COSTA”
PUBLICADO EM: 01/07/2012 – JORNAL MEIO NORTE (Teresina/ PI)