Colégio "Glaucia Costa" - 26 anos batendo forte no coração da cidade
 
 
 
  


Arraial Show
Encanta e faz história no Colégio “Gláucia Costa”

As festas juninas marcam a celebração da colheita, da fartura na região Nordeste. A festa corre o país inteiro, mas é o coração dos nordestinos que ela faz bater mais forte, porque é a festa de maior representatividade para o nosso povo; a mais esperada, a mais festejada do ano. Assim, valorizando, divulgando e preservando a nossa cultura, o Colégio “Gláucia Costa”, neste período, oferece a sua comunidade um grande Arraial Show.


O Nordeste brasileiro é uma região quente não apenas pelo clima, mas pela energia contagiante dessa gente que é capaz de rir, cantar e dançar mesmo com os problemas do seu cotidiano. Geralmente a região é somente citada pelos problemas decorrentes da pobreza e da seca, mas não podemos esquecer, que temos belíssimas praias, somos um povo hospitaleiro, possuímos um valioso acervo musical, destacamo-nos também na literatura e nas artes plásticas e, claro, nosso rico folclore também faz parte da nossa história. A vida do povo nordestino apresentada nos versos cantados por Luiz Gonzaga oportunizou ao mundo conhecer um povo forte, sonhador e feliz. Nosso Rei do Baião cantou as alegrias e as tristezas dos nordestinos, foi gigante na música brasileira, incorporou e inventou o Nordeste musical.


O romance “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, apresenta o sertão nordestino marcado principalmente pela falta de chuvas. Para Fabiano, protagonista do romance, se chovesse bem, a caatinga ficaria toda verde, ele seria o vaqueiro da fazenda morta, seus meninos gordos brincariam no chiqueiro das cabras, Sinhá Vitória vestiria saias de ramagens vistosas e as vacas povoariam o curral. Aí a chuva chega e com ela aparece o patrão. Essas andanças dos sertanejos nordestinos, fazem parte da nossa história e é necessário que, a Escola sensibilize sua comunidade para que compreenda, respeite e valorize a participação dessa gente no desenvolvimento da nossa região.


Personagem característico do Sertão, o vaqueiro habita a caatinga desde o período colonial tão bem descrito por Euclides da Cunha no romance “Os sertões”. Escreveu Euclides: “O seu aspecto recorda, vagamente, à primeira vista, o do guerreiro antigo exalto da refrega. As vestes são uma armadura. Envolto no gibão de couro curtido, de bode ou de vaqueta; apertado também no colete de couro; calçando as perneiras, de couro curtido ainda, muito justas”. Esse modo de se vestir foi adotado por Luiz Gonzaga em suas apresentações, pois o vaqueiro nordestino o inspirou em canções inesquecíveis como: “A morte do vaqueiro”. Assim, com o grande Gonzaga, o mundo encanta-se pelo estilo nordestino de ser, seja do chitão ao gibão ou do fuxico à renda, o jeito de se vestir, bordar, enfeitar-se e caracterizar-se são marcas inconfundíveis do povo do Nordeste. Na vida sertaneja nordestina, as feiras têm grande destaque com produtos especiais que as tornam diferentes umas das outras, como é o caso da feira de Caruaru em Pernambuco. São centenas de barracas coloridas que se espalham por mais de dois quilômetros nas ruas da cidade, vendendo uma grande variedade de produtos, principalmente objetos do artesanato popular: chapéus de palha, de couro e tecido, cestas, objetos de barro e cerâmica.  Há setores onde se vendem frutas, verduras, cereais, ervas medicinais, carnes, assim como outros onde são encontrados roupas, calçados, bolsas, panelas e outros utensílios para cozinha, móveis, animais, ferragens, miudezas, rádios, artigos eletrônicos importados e muitos outros. O baião de Onildo Almeida cantado por Luiz Gonzaga, “A feira de Caruaru”, é um resumo interessante das muitas coisas que encontramos nessa feira. Assim, para a Escola, é importante mostrar aos alunos as feiras livres destacando o vasto conjunto de peças produzidas por pacientes artesãos, que retratam nela a cultura e as questões sociais da região. Também, não se pode esquecer, que o Nordeste, assim como o Brasil, teve a influência marcante do povo africano: na culinária, na dança, na música e na religião. A tradição africana está presente no cotidiano do povo brasileiro e foi necessário que Dorival Caymmi, grande compositor e poeta, contribuísse para acabar com uma visão preconceituosa da cultura negra, divulgando nos grandes centros urbanos canções inspiradas no cotidiano das ruas e festas da Bahia. Seu clássico “O que que a baiana tem? ”, se tornou conhecida em todo o mundo na voz da cantora Carmem Miranda, assim como tantas outras se tornaram parte do dia a dia dos brasileiros. O compositor deixou sua terra ainda jovem, no entanto, sente-se a afetividade de Caymmi com a Bahia nas muitas canções que o mar, as praias, os jangadeiros e o oficio da pesca é o verso principal. A canção “Samba da minha da terra” quando apresentada no Arraial Show do Colégio ‘Gláucia Costa”, contagia o público confirmando o talento e a contribuição de Caymmi para divulgação do jeito de ser do povo baiano.


Não teríamos como oferecer um grande Arraial Show sem destacar um dos maiores folguedos brasileiros, o bumba meu boi, um tipo de teatro popular originário do Nordeste que se espalhou pelo Brasil, recebendo diferentes denominações, por exemplo, bumba-boi, boi-bumbá, boi de mamão, boi-santo etc. Apesar das diferenças regionais, a história gira em torno da morte e da ressureição de um boi, destacando o casal de escravos pai Francisco e mãe Catarina que, grávida, desejou a língua do boi do dono da fazenda e, a partir daí, o enredo desse folguedo se desenrola com músicas e danças especialmente preparadas para a dramatização. Como o bumba meu boi é a festa mais marcante da cultura popular da região maranhense, onde somente na cidade de São Luís existem mais de cem grupos de bumba meu boi, esse folguedo, sempre tem um grande destaque no mês de junho na nossa Escola.


Assim, através do teatro, da literatura, do artesanato, do canto e da dança, o jeito de ser, viver e encantar o mundo, do povo nordestino faz história no palco de eventos do Colégio “Gláucia Costa”. O Arraial Show, nasceu da necessidade de promover cultura em nossa cidade e, levar alegria a nossa comunidade.


Objetivos

Geral
  • Conhecer os diversos aspectos naturais e culturais que caracterizam a região Nordeste.

Específicos

  • Descrever personagens e cenários, do modo de vida do sertanejo, através da literatura;
  • Identificar elementos presentes nas feiras livres, que caracterizam a cultura nordestina;
  • Realizar apresentações de danças e folguedos populares nordestinos;
  • Destacar o bumba-meu-boi, como elemento cultural da identidade maranhense;
  • Valorizar a história da música nordestina, como patrimônio cultural da região;
  • Destacar Luiz Gonzaga, como um dos maiores divulgadores do modo de vida nordestino para o mundo;
  • Discutir a situação da seca, e o reflexo desse fenômeno na vida do sertanejo;
  • Reconhecer a contribuição africana, no modo de vida nordestino;
  • Apreciar as composições de Dorival Caymmi, como um dos elementos culturais responsável pela divulgação da cultura baiana;
  • Valorizar as festividades juninas como forma de preservar as tradições culturais nordestinas.